domingo, 12 de janeiro de 2014



CASTELO BRANCO, Camilo – “A Brasileira de Prazins”. Vila Nova de Famalicão: Quasi Edições, 2008.

    


  Resolvi ler a “Brasileira de Prazins” por conhecer algumas obras de Camilo Castelo Branco e por saber que este se suicidara após vários anos com uma doença. Este livro começa com um prólogo, onde o autor se apresenta. Ele usa este método para nos levar até à época.
  Entre tantos livros encontra uma carta escrita por uma jovem dirigindo-se ao homem que ama. A história destes apaixonados decorre no século XIX, algures no Minho. Altura em que os casais eram decididos pelos pais, e até em casos extremos, decidido à nascença. 

  Esta é o romance de José e Marta que viviam em aldeias vizinhas, ela em Prazins e ele em Vilalva. Apaixonaram-se os dois assim que se cruzaram. O que começa por causar problemas a este jovem casal foi precisamente a época em que se encontravam.
  Na vizinhança de Marta vivia Zeferino que também se apaixonara pela jovem. Zeferino era um pedreiro e proprietário de grandes terras. Seu pai fora combatente na Guerra Civil e deixara-lhe uma herança. O pai de Marta, Simeão, estava falido e Zeferino aproveitou-se da situação e pediu a mão de Marta em casamento. Em troca, Simeão seria ajudado, tendo as suas dívidas pagas assim que casassem. Por isso, ele aceitou.
  Entretanto, o irmão de Simeão chega do Brasil, rico e à procura de noiva. Simeão não hesitou e disse que sua filha se poderia casar. Ganancioso este homem… querer casar o próprio irmão com a filha.

  Enquanto Zeferino escolhia com quem casar sua filha, a doença e José Dias piorava. Nesta altura, José Dias soubera que seus pais não aprovavam o namoro. Por vezes, sem forças para escrever para Marta ele fazia um esforço. E o padre Osório, sempre que podia, serviu de mensageiro entre estes jovens. No final dum desses dias Marta soube que José morrera. A pobre jovem ficou desesperada com a sua morte.

  Mais tarde, Marta é obrigada a casar com Bento, seu tio. Numa tentativa desesperada ela entrega todas as cartas do seu namoro proibido ao padre e pede-lhe para as mostrar a seus pais para tentar que estes desistissem do casamento. Esta obra acaba, precisamente com o casamento desta mulher com o “brasileiro”.

  Camilo, através deste romance, faz uma crítica à cobiça, às diferenças sociais e à inveja. Pelo que podem ver, assuntos da atualidade e que, com uma breve análise, a sociedade não sofreu grandes alterações. Infelizmente, as pessoas ainda são movidas pela riqueza.

  Mas também e de salientar o grande amor que, apesar de contra todas as expectativas, vence sempre. 
  Aconselho, vivamente, a que leiam este livro. É um livro fácil de ler, e adaptado a diferentes idades.







Data:  5 / 1 / 2014

NOME: António Garrido Pereira  Ano/Turma: 9ºA  Nº2

Sem comentários:

Enviar um comentário