CASTELO BRANCO, Camilo – “A Brasileira de Prazins”. Vila Nova de
Famalicão: Quasi Edições, 2008.
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Resolvi ler a
“Brasileira de Prazins” por conhecer algumas obras de Camilo Castelo Branco e
por saber que este se suicidara após vários anos com uma doença. Este livro
começa com um prólogo, onde o autor se apresenta. Ele usa este método para nos
levar até à época.
Entre tantos
livros encontra uma carta escrita por uma jovem dirigindo-se ao homem que ama.
A história destes apaixonados decorre no século XIX, algures no Minho. Altura
em que os casais eram decididos pelos pais, e até em casos extremos, decidido à
nascença.
Esta é o romance de José e Marta que
viviam em aldeias vizinhas, ela em Prazins e ele em Vilalva. Apaixonaram-se os
dois assim que se cruzaram. O que começa por causar problemas a este jovem
casal foi precisamente a época em que se encontravam.
Na vizinhança de Marta vivia Zeferino
que também se apaixonara pela jovem. Zeferino era um pedreiro e proprietário de
grandes terras. Seu pai fora combatente na Guerra Civil e deixara-lhe uma
herança. O pai de Marta, Simeão, estava falido e Zeferino aproveitou-se da
situação e pediu a mão de Marta em casamento. Em troca, Simeão seria ajudado,
tendo as suas dívidas pagas assim que casassem. Por isso, ele aceitou.
Entretanto, o irmão de Simeão chega do
Brasil, rico e à procura de noiva. Simeão não hesitou e disse que sua filha se
poderia casar. Ganancioso este homem… querer casar o próprio irmão com a filha.
Enquanto Zeferino
escolhia com quem casar sua filha, a doença e José Dias piorava. Nesta altura,
José Dias soubera que seus pais não aprovavam o namoro. Por vezes, sem forças
para escrever para Marta ele fazia um esforço. E o padre Osório, sempre que
podia, serviu de mensageiro entre estes jovens. No final dum desses dias Marta
soube que José morrera. A pobre jovem ficou desesperada com a sua morte.
Mais tarde, Marta é obrigada a casar
com Bento, seu tio. Numa tentativa desesperada ela entrega todas as cartas do
seu namoro proibido ao padre e pede-lhe para as mostrar a seus pais para tentar
que estes desistissem do casamento. Esta obra acaba, precisamente com o
casamento desta mulher com o “brasileiro”.
Camilo, através
deste romance, faz uma crítica à cobiça, às diferenças sociais e à inveja. Pelo
que podem ver, assuntos da atualidade e que, com uma breve análise, a sociedade
não sofreu grandes alterações. Infelizmente, as pessoas ainda são movidas pela
riqueza.
Mas também e de salientar o grande amor
que, apesar de contra todas as expectativas, vence sempre.
Aconselho, vivamente, a que leiam este
livro. É um livro fácil de ler, e adaptado a diferentes idades.
Data: 5 / 1 / 2014
NOME: António Garrido Pereira Ano/Turma:
9ºA Nº2
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