FERREIRA, Daniel Marques – “Primavera Interrompida”. Porto: Gailivro, 4ª edição, 2009.
Decidi escolher este livro para este elemento de avaliação, não por ser algo novo para mim, mas por já o ter lido há algum tempo. Nessa altura, quando tive que escolher um livro para uma apresentação oral, alguma coisa no título do livro como também na sua ilustração me cativou. Resolvi assim ler este livro e agora volto a utilizá-lo para este trabalho.
No início, pensei que o livro me levasse apenas para uma história em que a natureza era o centro do autor, no entanto, ao longo da sua leitura, apercebi-me que o título não passava duma metáfora de que resultaram os motivos que me fazem voltar a escolher este livro.
Relacionado com o título, estava um rapaz ilustrado na capa do livro, o que me levou a pensar que iria ser uma história como todas as outras – iria ser a história daquele rapaz, o Joca.
Fui assim descobrindo a história de Joca, um rapaz que se tornou toxicodependente, que apanhou o vírus da SIDA e que mesmo com o apoio dos amigos, não foi capaz de resistir ao vício, acabando por falecer. Ligada à vida deste rapaz está a família de Simão e Sara, dois irmãos gémeos, mas completamente diferentes. Ele, um rapaz sossegado e fiel ao seu amigo Joca. Já Sara, era uma rapariga rebelde e violenta, que desrespeitava a sua família.
Descobre-se assim a metáfora de Daniel Ferreira: a adolescência de Joca, uma fase da vida considerada como feliz, inesquecível e comparada à “primavera”, acaba por ser “interrompida” ao se tornar negra e triste.
Encontrei assim os tais motivos que me fascinam neste livro: o seu carácter intemporal e representativo da nossa sociedade actual. Nesta história são representados temas como a toxicodependência, a SIDA, a rebeldia, a adolescência, a amizade, etc, que me fazem saltar para alguns dos problemas com os quais nos deparamos mesmo ao nosso lado. Numa linguagem simples, através de metáforas, o autor transpõe a realidade para as folhas de papel.
No decorrer da leitura encontrei uma citação de uma personagem viciada em álcool, o Sr. Augusto, dirigida a Simão, que na minha opinião, traduz toda a narrativa:
“-É! Muitos de vocês, os jovens, têm prazer de dar cabo da própria vida, destruí-la. O pior é que, quando a quiserem de volta, já é tarde. Estou a ver: o teu amigo é mais um dos que embarcou na cantiga de que a droga dá felicidade.”
Conclui-se que cada pessoa traça o seu caminho em busca da felicidade, no entanto nem sempre escolhem o mais acertado, como o que aconteceu com Joca.
Data: 07/ 01 / 2014
NOME: Rafael Oliveira Ruela
Ano/Turma: __9ªA_ Nº 16
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